Em Moçambique, as crianças representam mais de metade da população, e muitas crescem em contextos de extrema pobreza, com poucas oportunidades de acesso à educação e à saúde.

Cerca de 15% são órfãs — vítimas diretas ou indiretas de doenças crónicas e da desigualdade que ainda marca o país. Apesar destas dificuldades, há algo que nunca se perde: a esperança.

Foi com essa esperança que, em 1998, a Mãe Olívia deu início a uma caminhada que viria a transformar centenas de vidas. Movida pela fé e pela vontade de ajudar, começou a reunir-se com um pequeno grupo de crianças, oferecendo-lhes apoio, alimentação e afeto. O que começou com apenas três crianças cresceu rapidamente — em pouco tempo já eram cinquenta.

Percebendo que era necessário criar melhores condições, nasceu o Centro de Apoio de Marracuene, um espaço simples mas cheio de vida, onde as crianças comiam, estudavam e brincavam debaixo de uma árvore que ainda hoje é símbolo do início desta missão. Não havia eletricidade nem água, mas havia o essencial: amor, solidariedade e partilha.

Com o passar dos anos, a preocupação da Mãe Olívia deixou de ser apenas a saúde; passou também pela educação e pelos valores humanos.

Em 2005, o centro começou a funcionar a tempo inteiro e, com o apoio dos primeiros voluntários, foram construídas pequenas salas de aula e uma vedação que trouxe segurança ao espaço. Foi também por essa altura que surgiu o apoio dos Padrinhos de Portugal, liderados por Catarina Serra Lopes, que começaram a apadrinhar várias crianças.

Em 2008, com o crescimento do projeto, nasceu o segundo centro, na Beira, sob a orientação da Avó Délia, irmã da Mãe Olívia.

E em 2009, foi fundado o Centro de Pussulane, criado para acolher crianças que faziam longas caminhadas até Marracuene. Com o tempo, o projeto foi ganhando dimensão: foram construídas novas salas, uma pequena biblioteca e o tão esperado furo de água.

Entre 2010 e 2015, o Projecto Esperança Moçambique cresceu em grande escala — algumas já a frequentar o ensino universitário.

Em 2015, um dos maiores orgulhos do projeto tornou-se realidade: Bento, um dos primeiros alunos, entrou na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Em 2017, nasceu a Hope4Moza, uma associação criada em Portugal para apoiar a angariação de fundos, a gestão e a comunicação do Projecto Esperança Moçambique, garantindo a sustentabilidade da missão e participando na tomada de decisões estratégicas que asseguram o seu crescimento e impacto.

Hoje, o Projecto Esperança Moçambique acolhe cerca de 350 crianças e jovens, oferecendo-lhes alimentação, acompanhamento escolar e, sobretudo, a oportunidade de construir um futuro com dignidade.

✨ Da Esperança nasceu um futuro.